Alma Lusa

LETRAS LUSAS: "Hoje, 3 de Maio", de Patrícia Portela

Editora: Caminho

Sinopse: «Viver uma guerra à distância é como olhar para este quadro. É estar lá sem estar dentro, é estar de fora sem estar cá fora. Vivo à distância. a guerra à distância. o horror à distância. a morte à distância. o medo à distância. o desastre à distância. É tudo uma mera notícia.»

Hoje, 3 de Maio é um romance escrito a partir do quadro Fuzilamentos de 3 de Maio de 1808, do pintor espanhol Francisco José de Goya y Lucientes. Um retrato de quem fuzila e de quem é fuzilado numa Europa que permanece, até hoje, presa num tempo de guerra.

Visão | Patrícia Portela

Patrícia Portela nasceu em 1974. É autora de espectáculos, instalações e obras literárias. Tem um mestrado em Cenografia e outro em Filosofia; estudou Dramaturgia, Dança e Cinema, em Lisboa, Utrecht, Londres, Helsínquia, Ebeltoft e Leuven. Nasceu em Lisboa, cresceu em Macau, viveu duas décadas em Antuérpia e habitou brevemente em Paris e Poznan, mas por razões meramente pessoais. Actualmente vive em Paço de Arcos. Itinera com regularidade pela Europa e pelo mundo e é reconhecida nacional e internacionalmente «pela peculiaridade da sua obra», com a qual recebeu vários prémios. É autora de romances e novelas como O Banquete (2012, finalista do Grande Prémio de Romance e Novela APE) ou Hífen (finalista do Prémio Correntes d'Escritas, Prémio Ciranda em 2022 e escrito com uma bolsa DGLAB). É cronista regular do Jornal de Letras, Artes e Ideias desde 2017 e foi cronista na rádio Antena 1 no programa O Fio da Meada, por 6 meses (2019-2020). Os seus textos foram reunidos e publicados no livro Crónicas Fora de Jogo, em 2022. Durante a pandemia foi directora artística do Teatro Viriato, em Viseu, que nunca fechou as suas portas (2020-2022), e da Rua das Gaivotas 6, em Lisboa (2023–2024).

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