Autoria: José Fanha
Realização: Francisco Manso
Música: Luís Cília
Local Filmagens: Luzim (Penafiel)
Elenco: Diogo Martins, Mafalda Banquart, Paulo Calatré, Elmano Sancho, Bruno Schiappa, Joaquim Nicolau, Bruno Cabrerizo (Brasil), Marcela da Costa, Vicente Gil, João Paulo Costa, Leonor Reis, Sónia Santos, Ângelo Silva, Hélder Silva, Tiago Silva
Sinopse: Um telefilme de Francisco Manso, baseado no conto "Correr o Fado", de Alberto S. Santos.
Felisberto (Diogo Martins), caixeiro-viajante, chega à aldeia de Luzim, junto ao rio Tâmega, região de monumentos megalíticos, pinturas rupestres e castros. Aí depara-se com estranhas crenças e medos, superstições e rituais vindos do longínquo tempo dos celtas, que falam de seres humanos que andam a correr o fado, isto é, que se transformam em animais e matam quem os afronta.
Em certas zonas do norte do país diz-se que, quando o sétimo filho ou filha seguidos não são baptizados com o nome de Adão ou de Eva, virão, em adultos, a correr o fado.
Brígida (Mafalda Banquart), a professora primária que é a paixão de Felisberto, é, para surpresa geral, suspeita da morte do Tomé "Misérias", o coscuvilheiro-mor da aldeia.
Miravale (Paulo Calatré), o dono da única venda de Luzim, acredita piamente que há quem corra o fado. Marcolina, a sua mulher, tem um fraquinho por Felisberto e, por isso, enorme inveja de Brígida, o que a leva a criar a suspeição desta ser a homicida.
João Tadeu (Bruno Cabrerizo), "brasileiro de torna-viagem", incompatibiliza-se com o Miravale e lança-lhe graves acusações, insinuando que o anda a roubar.
Com a ajuda do padre Joaquim (Joaquim Nicolau) e de Claude (Elmano Sancho), Felisberto vai tentar deslindar a trama de todos aqueles acontecimentos para livrar a sua apaixonada das acusações que sobre ela pendem.
Saberemos ainda de uma velha lenda, de rituais pagãos, vivida por Maria Gabina, namorada de João Batistão, que segue os ritos de fertilidade que a mãe lhe transmitiu.
Os acontecimentos vão sendo pontuados pelas palavras de um estranho e fantasmático personagem, o Paracleto (Bruno Schiappa), invisível para todos, que vai ajudando a pouco e pouco a desfiar o novelo da história.